Estou montado no futuro indicativo
Já não corro mais perigo
Nada tenho a declarar
Terno de vidro costurado a parafuso
Papagaio do futuro
Num pára-raio ao luar...
Eu fumo e tusso
Fumaça de gasolina
Olha que eu fumo e tusso...
Quem sabe, sabe, que não sabe, sobra
Cobra caminha sem ter direção
Quem sabe a cabra das barbas do bode
A ave avoa sem ser avião.
(2ª parte)
Vamos visitar a Lua
Num foguete Americano
Vem gente lá de São Paulo
Quer dizer que é paulistano
Vem gente das Alagoas
Quem dizer alagoano
Vem gente da ParaÃba
Quer dizer Paraibano
E vem gente de Pernambuco
Quer dizer pernambucano
Mas nas horas premeditadas
Eu vou cantar pra você
Com primir com proceder
Lá vou eu continuar
A defesa é natural
Cada qual para o que nasce
Cada qual com sua classe
Seus estilos de agradar
Um nasce pra trabalhar
E outro nasce para a briga
Outro vive de intrige
E outro vive de cruciar
Outro vive de enganar
Olha o mundo só presta assim
É um bom, outro ruim
E não tem jeito pra dar
Pra acabar de completar
Quem tem o mel dá o mel
Quem tem o fel dá o fel
E que nada tem, nada dá.