Não se afobe não, que nada é pra já
O amor não tem pressa, ele pode esperar
Em silêncio, num fundo de armário
Na posta-restante, milênios, milênios no ar
E, quem sabe, então, o Rio será
Alguma cidade submersa
Os escafandristas virão explorar sua casa
Seu quarto, suas coisas, sua alma, desvãos
Sábios em vão tentarão decifrar
O eco de antigas palavras
Fragmentos de cartas, poemas, mentiras, retratos
Vestígios de estranha civilização
Não se afobe não, que nada é pra já
Amores serão sempre amáveis
Futuros amantes, quiçá se amarão sem saber
Com o amor que eu um dia deixei pra você
6/E]