Quase à noitinha ela desce
A ladeirinha que faz lado com o meu quintal
Os seus passos ágeis, livres
Trazem o amor ideal
Feito de laço, posse, viço
Vertical na dor, e um sol todo tempo a brilhar
Pelos rios, matas virgens, desse seu corpo
Que eu desejo amar
O dia é vago quando eu não a flagro a sorrir para mim
Posso ver imagens no na--da, duendes no edredon
E é só dormir pra ouvir em qualquer lugar
Sirenes no ar ressaltando você
O dia nasce e você já envolta num véu, traz a luz
Flores se esgarçam num bailado em busca de atenção
Mais nada existe enquanto a vejo passar
O que é seu andar?
Que ventura esse chão!
Tudo mais é puro alvoroço
Que a imagem de um colosso
Provoca dia a dia