Atiraste uma pedra no peito de quem só te fez tanto bem
E quebraste um telhado, perdeste um abrigo, feriste um amigo
Conseguiste magoar quem das mágoas te livrou
Atiraste uma pedra com as mãos que essa boca tantas vezes beijou
Quebraste o telhado, que nas noites de frio te servia de abrigo
Feriste um amigo, que os teus erros não viu e o teu pranto enxugou
Mas acima de tudo, atiraste uma pedra turvando esta água
Esta água que um dia, por estranha ironia, tua sede matou